Prefeito Ricardo Nunes anuncia fim da paralisação após acordo com empresas de ônibus


Após uma reunião emergencial na noite desta terça-feira (9), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou o fim da paralisação dos motoristas e cobradores iniciada no início da tarde. As empresas de ônibus se comprometeram a pagar o 13º salário no dia 12 de dezembro, e a circulação da frota será retomada imediatamente.

Nunes afirmou que qualquer empresa que não cumprir o prazo de pagamento estará sujeita a processo de intervenção e possível rescisão contratual.

Reunião de emergência

O encontro reuniu representantes da Prefeitura, empresários do transporte e dirigentes do Sindicato dos Motoristas. Do lado da administração municipal, participaram:

Edson Aparecido — Secretário de Governo

Fabrício Cobra — Secretário das Subprefeituras

Vitor Sampaio — Chefe de gabinete

Celso Caldeira — Secretário de Mobilidade Urbana e Transporte

Orlando Morando — Secretário de Segurança Urbana

Fábio Portela — Secretário Especial de Comunicação

Victor Hugo Borges — Diretor-presidente da SPTrans

Inspetor-superintendente Jairo Chabaribery Filho — Comandante-geral da Polícia Municipal

Estiveram presentes também representantes de diversas viações da capital, como A2, Allibus, Auto Bless, Transnoroeste, Transvida, Express, Metrópole 3 e 7, Pêssego, Sambaíba e Via Sudeste.

Pelo sindicato dos motoristas, participaram Joel da Conceição Pires e outros dirigentes.

Prefeito acusa empresas de conduta irresponsável

Mais cedo, em entrevista à TV Globo, Ricardo Nunes afirmou que não há atrasos nos repasses da prefeitura e classificou a paralisação como resultado de uma “ação irresponsável” das concessionárias. Segundo ele, um documento enviado pelas empresas pedindo prorrogação do pagamento do 13º devido a uma questão “quadrienal” gerou a reação da categoria.

Após isso, um dirigente sindical conhecido como “Caixa” teria enviado um áudio aos motoristas solicitando que recolhessem os ônibus, desencadeando o movimento. A Prefeitura registrou boletim de ocorrência, alegando crime contra a ordem pública.

Impacto para os passageiros

A paralisação afetou profundamente a volta para casa dos paulistanos:

Metade da frota deixou de operar, segundo o Cittamobi.

A cidade registrou 1.486 km de congestionamento, o maior índice de 2025.

Terminais como Santo Amaro, Dom Pedro II, Campo Limpo e Tucuruvi ficaram lotados.

Corridas por aplicativo chegaram a custar quatro vezes mais do que o normal.

Vias operadas por empresas como Express, Metrópole, Ambiental, Via Sudeste, Grajaú, Mobibrasil e outras tiveram recolhimento total ou parcial.

A Prefeitura suspendeu o rodízio e abriu BO contra as empresas que pararam sem aviso prévio.

Posição das empresas

Em nota, o SPUrbanuss (sindicato das empresas) afirmou que as operadoras estão “envidando esforços” para cumprir as obrigações trabalhistas e que solicitaram prazo maior para o pagamento do 13º dentro da legislação.

A entidade também mencionou negociações com a Secretaria Municipal de Mobilidade sobre a revisão quadrienal dos contratos, para recompor o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

Compromisso final

Segundo Nunes, com o acordo fechado nesta noite, o pagamento do 13º será realizado no dia 12 de dezembro. Caso alguma empresa descumpra o compromisso, haverá intervenção imediata.

“Não vamos admitir que atitudes irresponsáveis prejudiquem milhões de pessoas. Empresa que não respeitar seus trabalhadores não fica no sistema”, afirmou o prefeito.





Fonte: Notícias de Osasco e Região

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