Mudanças na coleta – Jornal São Paulo Zona Sul


Moradores da Vila Mariana precisam ficar atentos à mudança no sistema de coleta de resíduos

Como já estava previsto desde a implantação do sistema de coleta mecanizada de resíduos em bairros da Subprefeitura de Vila Mariana, os caminhões de carga traseira, que atualmente fazem a coleta porta-a-porta, deixarão de circular a partir de 3 de junho. O modelo mecanizado foi implantado em outubro do ano passado pela Ecourbis Ambiental, concessionária responsável pela coleta de lixo comum e também pela seletiva em 19 subprefeituras das zonas sul e leste da cidade, entre elas a de Vila Mariana.

O anúncio da coleta mecanizada aconteceu em 6 de outubro passado, quando o prefeito Ricardo Nunes apresentou os novos caminhões e explicou o funcionamento.

“Esse é mais um avanço super importante na coleta de lixo, no cuidado com o meio ambiente e nas ações que a gente está fazendo para o morador da cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes durante o lançamento do sistema. “Esses contêineres são mais higiênicos, o lixo fica isolado, sem cheiro, e os caminhões movidos a biometano ajudam a reduzir a poluição. É um avanço bastante significativo para a nossa cidade.”

Agora, as pessoas podem retirar os sacos de lixo de suas casas a qualquer dia e horário, facilitando o descarte. Basta que o morador os leve a qualquer um dos 912 contêineres que foram distribuídos por vias dessa região.

A coleta tradicional continuou sendo feita para que a população se habituasse ao novo modelo, mas os moradores já foram orientados desde então sobre a migração para o novo modelo, por meio de panfletos entregues pela concessionária Ecourbis, publicações em redes sociais e pelas matérias – em edições impressas e também na internet – do jornal São Paulo Zona Sul.

Os caminhões da coleta mecanizada passam três vezes por semana, em dias alternados — segundas, quartas e sextas ou terças, quintas e sábados — nos períodos diurno ou noturno.

Quinzenalmente, os contêineres passam por higienização para manter as condições adequadas de uso, bem conservados.

O período experimental mostrou aos moradores que o modelo de descarte nos contêineres traz mais segurança e limpeza para a cidade, além da comodidade de poder levar a qualquer horário ou dia os resíduos domésticos ensacados.

Afinal, os sacos de lixo não ficam mais expostos, em nenhum momento, nas calçadas, impedindo que sejam levados pela enxurrada, atacados por animais ou vandalizados. Importante destacar que, no recente período de chuvas, não houve registro de alagamentos na Vila Mariana provocados por descarte irregular de resíduos e entupimento de bueiros.

E mais: os caminhões agora circulam com mais agilidade, já que não precisam recolher em vários pontos na mesma via. O veículo estaciona ao lado do contêiner, aciona os braços mecânicos com apoio de câmeras e conclui a operação em menos de um minuto.

O projeto inovador beneficia mais de 31,7 mil moradores e 15,6 mil domicílios, abrangendo 73,9 quilômetros de vias da bairros da Subprefeitura da Vila Mariana. A capacidade de cada contêiner é de uma tonelada, permitindo que um grande volume de resíduos seja coletados a cada passagem do caminhão.

A adoção da coleta mecanizada representa um avanço no sistema de gestão de resíduos da cidade de São Paulo e também no comportamento urbano, ao estimular a responsabilidade dos cidadãos no descarte correto visando ao bem da coletividade. Não por acaso a coleta mecanizada já foi adotada há anos em muitos países da Europa, Ásia e América do Norte, que têm sistemas avançados de destinação final de resíduos.

Como funciona

O sistema é simples: os caminhões de carga lateral têm braços robóticos que se conectam aos contêineres azuis instalados em pontos de maior geração de resíduos, sempre respeitando critérios de viabilidade técnica. Os locais foram escolhidos em vias públicas sem interferências aéreas, como fios e árvores.

Por isso, é fundamental manter os equipamentos nos locais onde foram instalados, garantindo segurança e agilidade no processo.

Os contêineres foram posicionados com distância média de 120 metros entre si, o que significa que os moradores precisarão caminhar, no máximo, cerca de 60 metros para encontrar um ponto de descarte e utilizar o serviço de forma prática e segura.

Os resíduos devem ser sempre bem ensacados e sem vazamento de líquidos para contribuir em manter os equipamentos sem cheiro.

Já a coleta seletiva, realizada por equipes específicas, seguirá normalmente nos mesmos dias e horários já estabelecidos. Para conferir quando o serviço é prestado em sua rua, acesse ecourbis.com.br e veja a programação usando a ferramenta Horário da Coleta.

Saiba descartar

Os contêineres estão sempre disponíveis a qualquer horário e dia para a população. A tampa é aberta por meio de um pedal localizado na parte inferior do equipamento, voltado para a calçada, e deve ser acionado com o pé. Uma sugestão é levar os resíduos rotineiramente, ainda que em pequenas quantidades, facilitando tanto o transporte até o ponto de descarte quanto o manuseio na hora de depositá-las. Com isso, o morador ainda faz uma caminhada, positiva para a saúde.

Quem recorre ao carro deve estacionar apenas em locais permitidos. Como o pedal de abertura fica voltado para a calçada, é importante manter a área livre. Motoristas que costumam estacionar por longos períodos nas proximidades também devem deixar espaço suficiente para a operação dos braços mecânicos no momento da coleta.

Outra orientação importante é acondicionar corretamente os resíduos para que não haja vazamentos de líquidos, como caldos, molhos, leite ou sucos, dentro das embalagens descartadas. A cidade conta com pontos de coleta de óleo de fritura em parques e programas de troca de garrafas PET com óleo usado por barras de sabão produzidas a partir do material reaproveitado.

O que não deve ser descartado

Materiais recicláveis não devem ser misturados aos resíduos comuns, que devem ser encaminhados nas datas de coleta seletiva. Outra alternativa é levar os recicláveis até os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), disponíveis em ecopontos, contêineres verdes instalados em praças e também próximos a edifícios.

Para o descarte de vidro, em qualquer dia ou horário, há ainda PEVs amarelos instalados em praças e canteiros de diferentes bairros da cidade.

Os contêineres azuis da coleta mecanizada são destinados exclusivamente a resíduos domiciliares comuns. O lixo eletrônico, por sua vez, deve ser encaminhado a ecopontos ou a estabelecimentos comerciais que vendem esse tipo de produto, para que os fabricantes realizem a destinação ambientalmente correta. Pilhas podem ser descartadas em padarias, hipermercados, shopping centers e outros estabelecimentos que disponibilizam caixas coletoras específicas. Já materiais tóxicos, como lâmpadas, remédios e tintas, devem ser levados a pontos de venda habilitados para esse recebimento.

Móveis quebrados, pneus e sobras de obras (entulho) devem ser encaminhados aos ecopontos. Também é importante reforçar que os contêineres azuis são destinados apenas aos resíduos domiciliares. Comerciantes que produzem mais de 200 litros de resíduos por dia precisam contratar empresas especializadas para a coleta, conforme estabelece a legislação municipal.



Fonte: Jornal Zona Sul

Acesse outras Postagens Relevantes

Divulgação de afiliado independente.

Você não pode copiar conteúdo desta página