Novas tecnologias de tratamento de resíduos trazem benefícios para a cidade – Jornal São Paulo Zona Sul


Quando se fala em proteção ambiental, muitos pensam na preservação de florestas, da fauna e flora, dos oceanos, enfim, em ações realmente importantes mas que parecem distantes da rotina cotidiana. No entanto, pequenos gestos no dia a dia fazem toda diferença para a sustentabilidade do planeta. E mais, ainda contribuem para a economia doméstica e para nossa saúde individual.

Uma preocupação que vem crescendo e é bastante positiva está relacionada às escolhas alimentares. Evitar produtos ultraprocessados e priorizar alimentos naturais traz mais saúde, representa economia financeira e ainda reduz a geração de resíduos, já que boa parte dos itens de supermercados vêm em embalagens não recicláveis, muito engorduradas e que não podem ser reaproveitadas.

Para além das atitudes do consumidor, na cidade de São Paulo, a Ecourbis Ambiental está implantado tecnologias que vão contribuir nesse processo de redução dos resíduos descartados em aterros, trazendo novos usos não apenas por meio da reciclagem de materiais, mas também pela transformação em energia e combustíveis.

A Ecourbis é a concessionária responsável pelos serviços de coleta de resíduos comuns, coleta seletiva de recicláveis, coleta de resíduos de serviços de saúde e destinação final adequada, com operação de uma Central Mecanizada de Triagem, duas estações de Transferência, uma Unidade de Tratamento de Resíduos dos Serviços de Saúde (UTRSS) e da CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste.

O que fazer no cotidiano

Planejar cardápios com antecedência para evitar desperdícios, aprender receitas novas com sementes, cascas e folhas, reaproveitar sobras com criatividade ou congelar porções. Tudo isso ajuda a economizar dinheiro e, ao mesmo tempo, reduz a geração de resíduos.

A outra atitude que deve fazer parte da rotina da família é a separação do lixo em dois. Lixo de banheiro, sujeira da varrição doméstica, bitucas de cigarro, papéis engordurados, folhagens de jardinagem – tudo isso vai para o lixo comum.

As sobras de alimento são lixo orgânico e também podem ir para o lixo comum, mas algumas famílias já instalaram composteiras domésticas para transformar parte desse tipo de resíduo em adubo para plantas. O Centro Cultural São Paulo, na região do Paraíso, tem uma horta comunitária que ensina o processo e também aceita essas sobras. Quem não tem disponibilidade para esse tipo de processo pode simplesmente descartar no lixo comum.

Já o material reciclável merece destino especial. Papéis limpos, latinhas de alumínio ou ferro, potes e garrafas de vidro ou plástico, todos devem ser enxaguados e disponibilizados em um único saco para a coleta seletiva. Não é preciso separar por tipo de material, já que essa seleção será feita por cooperativas credenciadas da Prefeitura ou na Central Mecanizada de Triagem Carolina Maria de Jesus, em Santo Amaro.

Depois, basta acessar o site ecourbis.com.br para saber a data e o horário em que cada tipo de coleta será realizada, utilizando a ferramenta “Horário da Coleta”. Coloque os sacos na calçada no máximo duas horas antes da passagem do caminhão ou, no caso de bairros onde estão instalados contêineres azuis para o lixo comum, leve os sacos bem amarrados a qualquer horário para depositá-los nesses equipamentos.

URE, UTMB e ecoparques

Se a preocupação familiar com o lixo e os recicláveis gerados acaba surtindo efeitos benéficos também na saúde e economia doméstica, a mesma lógica vale para a cidade. Para avançar na destinação final de resíduos sólidos em São Paulo, a Ecourbis vai implantar tecnologias já usadas em outros países onde essas ações já estão bem adiantadas.

Serão criadas Unidades de Recuperação Energética (URE), nos moldes das já existentes em países como Inglaterra, Finlândia, Dinamarca e Coreia do Sul.

As URE’s que serão implantadas na capital paulista terão capacidade para processar, cada uma delas, mil toneladas de resíduos por dia, o que resulta na geração de energia elétrica do equivalente a 25% da demanda para a iluminação pública da cidade. Assim, com a instalação de quatro Unidades em diferentes regiões, haverá capacidade que seria suficiente para fornecer a iluminação pública de toda a cidade. Vale ainda ressaltar que as URE’s não têm qualquer semelhança com os antigos incineradores, pois geram energia elétrica e tem rigoroso controle das emissões.

Outra vantagem já constatada nos outros países onde existem as URE’s, é que não competem com a coleta seletiva, apenas complementam o processo de gestão dos resíduos. O material que a população separa e disponbiliza para a coleta seletiva continuará sendo totalmente destinado às cooperativas de catadores conveniadas à Prefeitura.

Para as UREs, serão encaminhados somente os resíduos que são descartados no saco de lixo comum e que normalmente não são aproveitados porque estão engordurados, sujos, misturados com restos de alimentos etc.

Assim, quanto maior o engajamento da população na separação de recicláveis, maior o benefício para as cooperativas que receberão volume expressivo de recicláveis.

Outros avanços serão proporcionados pela Unidade de Tratamento Mecânico Biológico (UTMB), um equipamento que tem a capacidade de separar recicláveis que atualmente são descartados porque estão muito sujos e, assim, não despertam interesse da indústria recicladora. Nesse processo, também é feita a separação da fração orgânica com maior potencial calorífico, que depois será usada na produção de Combustível Derivado de Resíduos. Para se ter uma ideia da importância desse processo, basta dizer que, atualmente, metade de todo volume dos resíduos domiciliares é composta por matéria orgânica, que se transforma em biogás e chorume, enquanto se decompõe.

Os novos equipamentos, portanto, vão reduzir o volume de resíduos encaminhado para o aterro, prolongando a sua vida útil e diminuindo a pressão por novas áreas para destinação final de resíduos.

E o material passará a ser transformado em um tipo de combustível que já é bastante requisitado em alguns setores, como a indústria cimenteira, por exemplo. A UTMB terá capacidade para tratar 550 mil toneladas por ano.

Essas soluções não somente reduzem o volume de resíduos destinado aos aterros, como também cortam emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e incentivam a economia circular.

A URE e a UTMB serão implantados em dois ecoparques na área de atuação da Ecourbis Ambiental, ou seja, nas zonas sul e leste da cidade de São Paulo.

Como o próprio nome sugere, os ecoparques serão espaços onde não apenas haverá transformações de resíduos em energia e combustível, mas também áreas verdes para visitação pela comunidade.



Fonte: Jornal Zona Sul

Acesse outras Postagens Relevantes

Divulgação de afiliado independente.

Você não pode copiar conteúdo desta página