Areabertura ao público da Cripta Imperial (foto), no Parque da Independência, chamou a atenção para a importância de preservar a história e a paisagem dos bairros de São Paulo. Inaugurada em 1952 e localizada no subsolo do Monumento à Independência, ela guarda os restos mortais de D. Pedro I e das imperatrizes Maria Leopoldina e Amélia.
Depois de quatro anos fechada, essa é uma ótima oportunidade para conhecer de perto um pouco mais da história de São Paulo, do Brasil.
Mas preservar a história de uma cidade vai muito além de cuidar de seus monumentos. No Ipiranga, por exemplo, regras estabelecidas pelo Conpresp desde 2007 também protegem a paisagem do entorno. Nas quadras próximas ao parque, a altura máxima permitida para novas construções varia entre 10 e 16 metros e, nas bordas da área protegida, chega a 25 metros.
Esse é um dos desafios de São Paulo: aproveitar melhor as regiões atendidas pelo transporte público sem apagar as características que tornam cada bairro único.
“São Paulo é feita de bairros com histórias, paisagens e identidades muito diferentes. A cidade precisa se transformar, claro, mas sem apagar essas referências. Quando a gente preserva um lugar importante para a memória das pessoas, está cuidando também da relação que elas têm com a cidade”, defende Nabil Bonduki, arquiteto e urbanista e candidato a deputado federal.
Para Nabil, preservar o patrimônio não significa deixar a cidade parada no tempo. O desafio é permitir que ela continue se transformando sem perder as referências que contam sua história.
Fonte: Jornal Zona Sul


