Abstenção cai em urnas da zona sul paulistana – Jornal São Paulo Zona Sul


S e no primeiro turno das eleições desse ano as abstenções foram recorde, agora no segundo turno foi a menor registrada em 20 anos, de acordo com a Agência Brasil de Notícias. Caíram de 33.469.244 no primeiro turno, para 30.509.005 de eleitores no segundo turno, diferença de mais de 2,9 milhões de pessoas.Em termos percentuais, no primeiro turno 21,08% dos eleitores aptos a votar preferiram não ir às urnas no último dia 4. Já neste domingo (25), o número de ausentes caiu 19,22% dos 158.745.502.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas já havia sido reeleito em primeiro turno. Assim, os eleitores foram às urnas apenas para eleger o presidente. Lula obteve 51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863 votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua.Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Sua campanha trouxe a promessa de continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.

Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.

Local

Nas zonas eleitorais da região, Lula venceu na Vila Mariana, Saúde, Jabaquara, Cursino, Ipiranga e Bela Vista. Perdeu para Flávio Bosonaro no distrito Indianópolis (Moema e região do Ibirapuera), Santo Amaro e no Jardim Paulista.

Na Saúde, aliás, Lula havia perdido no primeiro turno por pequena diferença de votos. Flávio atingiu em 3 de outubro 48.823 votos (42,76%) enquanto o atual presidente teve 48.163 (42,18%) votos.

Já no segundo turno, assim como ocorreu no país, Lula subiu para 51,36%, com 60.336 votos, enquanto Flavio Bolsonaro chegou a 48,64 % dos votos válidos, com 57.140 votos. Em todas essas seções eleitorais houve queda na abstenção.

Agenda de posse

A posse para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin ocorrerá no dia 5 de janeiro de 2027, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores e vices vão assumir o mandato no dia seguinte.

Essa mudança de datas foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021. Trata-se de uma novidade na rotina da democracia brasileira. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a data de posse ocorria sempre no dia 1º de janeiro. Antes de 1988, os chefes do Executivo tinham o evento de início de mandato no dia 15 de março.

Com a mudança, os governadores eleitos conseguem participar da posse do presidente em Brasília. Antes, as cerimônias aconteciam no mesmo dia. O evento de posse do presidente tem a tradição de anteceder o desfile em carro aberto e a recepção na rampa do Congresso pelos chefes do Senado e da Câmara.

Na Câmara e no Senado, a data de posse dos novos senadores e deputados permanece inalterada: 1º de fevereiro.

Com informações da Agência Brasil e TSE



Fonte: Jornal Zona Sul

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