Barroca Zona Sul conquista quinto lugar no Especial – Jornal São Paulo Zona Sul


A apoteose paulistana foi palco de apresentações icônicas de sete escolas — Mocidade Unida da Mooca, Colorado do Brás, Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé, Rosas de Ouro, Vai-Vai e Barroca Zona Sul — que projetaram o Carnaval de São Paulo para o público nacional e internacional. Na segunda noite, sete escolas do Grupo Especial cruzaram a avenida em uma sequência vibrante de enredos e sambas-enredo. A primeira a desfilar foi a Império de Casa Verde, com

“Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”, celebrando o empoderamento feminino e a resistência das mulheres negras, retratadas por meio de joias, tradições e histórias ancestrais que percorreram a avenida com brilho e ritmo marcante, emocionando o público. Leia mais aqui.

O desfile das escolas de samba do Anhembi foi organizado com o apoio da Prefeitura em diversas áreas, como segurança, saúde, mobilidade e transporte para os foliões.

Para estruturar a festa, a administração municipal investiu R$ 57 milhões na Liga Independente das Escolas de Samba, beneficiando as 32 agremiações associadas e garantindo estrutura de saúde com equipes preparadas, ambulâncias com UTIs móveis em plantão contínuo, além de reforço de segurança com Guardas Civis Metropolitanos e monitoramento por câmeras.

Apuração

A Mocidade Alegre é a nova campeã do Carnaval de São Paulo. A apuração dos votos dos jurados aconteceu nesta tarde de terça-feira (17) e a vitória veio após uma disputa acirrada contra a Gaviões da Fiel e a Dragões da Real.

A pontuação da campeã foi de 269.8 pontos. A Gaviões, vice-campeã, ficou com 269.7 pontos. A Dragões, terceira colocada, teve 269.6 pontos.

A Mocidade Alegre desfilou no Sambódromo do Anhembi na segunda noite com o samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, que destacou o papel da atriz Léa Garcia pela igualdade racial no país e sua trajetória como militante e liderança a partir do teatro e do cinema. Ela morreu em 2023, aos 90 anos de idade.

O desfile da Mocidade no Sambódromo do Anhembi fez referência a alguns dos principais trabalhos de Léa, como a novela clássica Escrava Isaura, lançada pela Globo em 1976. Também foram citadas outras obras com a participação da atriz no cinema, como o filme Orfeu Negro, de 1959.

Com esta conquista, a Mocidade Alegre chega ao seu 13º título do carnaval de São Paulo. O último troféu da escola havia sido levantado em 2024.

A Rosas de Ouro, campeã do Carnaval paulista de 2025, foi rebaixada. A escola foi penalizada pela não entrega de documentos e entrou no Sambódromo com meio ponto a menos. A Rosas conseguiu 268,4 pontos, o que a levou para o

Grupo de Acesso. A Águia de Ouro, com 268,2 pontos, também foi rebaixada.

A Acadêmicos do Tucuruvi, campeã do Grupo de Acesso deste ano, estará do Grupo Especial em 2027.

A Pérola Negra também sobe para o Grupo Especial. A escola terminou empatada com a Mancha Verde, ambas com 269,4 pontos, mas a Pérola levou a melhor no critério de desempate.

Barroca

A Barroca Zona Sul, escola com origem na Vila Mariana e atual barracão na região do Jabaquara, apostou em um enredo repleto de espiritualidade, emoção e delicadeza, reverenciando forças ancestrais.

Com “Oro Mi Maió Oxum”, a escola reverencia Oxum, orixá das águas doces, do amor, da fertilidade e da riqueza espiritual, convidando o público a mergulhar em uma narrativa sensível, cheia de mistério e encantamento.

O enredo promete tocou corações e despertou emoções profundas, celebrando a magia, a força e a delicadeza de Oxum, assim como as águas que guardam segredos em suas profundezas.

Com o quinto lugar na pontuação final, a escola levou um troféu comemorado pelos integrantes e diretoria. Afinal, as cinco primeiras colocadas vão também participar do Desfile das Campeãs no Sambódromo do Anhembi, que acontece no próximo sábado, 21 de fevereiro.



Fonte: Jornal Zona Sul

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