Central Mecanizada de Triagem completa 12 anos na separação de recicláveis – Jornal São Paulo Zona Sul


São doze anos de uma verdadeira revolução no conceito de tratamento e valorização de resíduos domiciliares na cidade de São Paulo. Em julho de 2014, entrava em operação a Central Mecanizada de Triagem Carolina Maria de Jesus, na Avenida Miguel Yunes, em Santo Amaro.

Construída pela Ecourbis Ambiental, concessionária responsável pela coleta de resíduos domiciliares – comum e reciclável – nas zonas Sul e Leste, a CMT ocupa um terreno de 4,8 mil m2 e tem capacidade de processamento de 250 toneladas de material reciclável por dia. São triados embalagens e outros itens feitos de diferentes tipos de plástico, papel e metais.

Agora, a Central Mecanizada de Triagem (CMT) Carolina Maria de Jesus está inserida em um projeto de sustentabilidade e inovação da concessionária Ecourbis para a cidade de São Paulo, previsto no contrato com a Prefeitura. A CMT está passando por um retrofit, ou seja, um projeto de modernização tecnológica, que visa a otimizar o processamento diário de resíduos sólidos.

A nova planta vai resultar em melhorias na performance da Central e contempla a instalação de uma linha para triagem de vidro, que até então era separado apenas em algumas cooperativas, mas não na CMT.

Além de possibilitar a recuperação do vidro, o retrofit prevê uma linha para o aproveitamento do rejeito como matéria-prima para a produção de Combustível Derivado de Resíduos (CDR).

A estimativa é de que a implantação das mudanças vai acontecer até outubro.

Como funciona o processo

Desde a inauguração da CMT, a separação do material passou a acontecer de forma a reduzir expressivamente o contato das pessoas com os resíduos, a partir da utilização de sensores ópticos e balísticos, rasga-sacos e esteiras mecanizadas.

Com essa infraestrutura moderna, os materiais recicláveis são separados de forma mais rápida, em maior volume.

A Central tem ainda uma etapa de separação manual, que funciona como um controle de qualidade, ao fim do processo. Para isso, conta com agentes ambientais, membros da Cooperativa de Coleta Seletiva de Capela do Socorro (Coopercaps).

No total, a operação é feita com mais de 100 pessoas, entre operadores de equipamentos, mecânicos, eletricistas e integrantes da cooperativa de catadores. São colaboradores diretos da Ecourbis, equipes terceirizadas de limpeza e segurança, além dos cooperados que atuam no controle de qualidade.

A receita da comercialização dos resíduos que foram separados e enfardados vai para um fundo administrado por um conselho formado pelos próprios catadores, pela sociedade e pelo governo municipal. Toda a verba arrecadada é destinada aos catadores, cumprindo também uma atuação social, com geração de renda para famílias em situação de vulnerabilidade.

Recicláveis não vão para aterro

Nesses doze anos, a estimativa é de que mais de 343 mil toneladas de recicláveis já foram separadas ali.

Assim, esse volume todo deixou de ir para os aterros e agora volta para a cadeia produtiva, transformado em novos artigos. O rejeito , que até então ia para o aterro sanitário da Ecourbis, em breve se tornará matéria prima para o Combustível Derivado de Resíduos (CDR).

O papel misto representa a maior parte dos recicláveis enviados pela população à CMT e, somado ao papelão, totaliza quase 80% do material triado. Mas, também são separadas e encaminhadas para a indústria de reciclagem embalagens PET (garrafas de plástico coloridas ou transparentes), caixas cartonadas (conhecidas como Tetra Pak), o plástico PEAD (comum em produtos de limpeza e artigos cosméticos como shampoos e cremes) branco e material ferroso (alumínio e ferro).

Quando a CMT foi criada, 12 anos atrás, o vidro era um material de baixa demanda pela indústria recicladora e mais complexo para separação. Agora, a realidade é outra e estima-se que 18% do volume triado na CMT será desse material, que é mais valorizado na atualidade e contará com a tecnologia necessária para separação segura.

Educação ambiental

A CMT também desenvolve um importante trabalho de educação ambiental. Há até uma passarela sobre as esteiras, para que visitantes possam compreender melhor o processo de separação de materiais e encaminhamento à indústria recicladora.

A equipe de Educação Ambiental da Ecourbis, no âmbito do programa que leva o nome de “Ver de Perto”, recebe grupos de estudantes, ONGs, munícipes e instituições interessadas em compreender melhor o sistema de limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos no município de São Paulo, bem como o funcionamento da CMT. As visitas começaram a ser realizadas pouco meses depois da inauguração da Central, ainda em 2014 e, nesses doze anos, mais de 14 mil pessoas já passaram por lá.

Esse programa de educação ambiental se estende para outros espaços construídos e administrados pela concessionária: a Estação de Transferência Vergueiro, na Avenida Ricardo Jafet (divisa entre Vila Mariana e Ipiranga) e o Aterro Sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste, em São Mateus.

O programa visa a promover a conscientização sobre amplas questões ambientais que envolvem os cidadãos no âmbito local, assim como afetam a população mundial, com especial atenção às questões relativas aos resíduos sólidos, desde a geração até a disposição final.

São quatro eixos de ação, englobando temas de interesse coletivo: Conhecendo um aterro sanitário e uma central mecanizada de triagem; formação em educação ambiental e desenvolvimento humano; apoio a ações ambientais e de reciclagem; apoio e participação em eventos externos.

Para esclarecer dúvidas e obter mais informações, envie uma mensagem para visitas@ecourbis.com.br.

Separe o lixo em dois

A importância da CMT está diretamente ligada ao engajamento da população. Ou seja: para que o volume de resíduos reciclados na cidade aumente, é preciso que cada cidadão separe papel, vidro, plástico e metal. Vale lembrar que a coleta seletiva está universalizada, ou seja, acontece em todas as vias da cidade. Para saber em que dia e horário passa a coleta comum e também as datas em que é feita a coleta seletiva (de materiais recicláveis), basta acessar o site www.ecourbis.com.ºbr e informar seu endereço ou CEP na aba Horário da Coleta. Lembre-se de acondicionar corretamente o material e colocá-lo na calçada até duas horas antes da coleta.



Fonte: Jornal Zona Sul

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