Em março, começa a operação da Linha Ouro, conectando Congonhas ao metrô – Jornal São Paulo Zona Sul


A promessa é de que já no próximo mês começa a operação experimental da Linha 17 – Ouro do metrô, aquela que circulará em monotrilho suspenso, conectando a malha metroviária da capital ao Aeroporto de Congonhas. Aos poucos, o Governo do Estado vem divulgando o avanço das obras, a chega de novos trens, bem como as especificidades de cada uma das paradas. Na madrugada da terça-feira (10/02), o décimo trem da Linha 17-Ouro do Metrô chegou ao Pátio Água Espraiada, na Zona Sul da capital, após transporte realizado por carretas vindas do Porto de Santos. A operação logística, segundo o Governo, é executada no período noturno para reduzir interferências no trânsito.

Fabricada pela BYD Skyrail na China, a composição desembarcou no Porto de Santos em 29/01/2026. Assim como os demais trens já recebidos, o novo equipamento possui capacidade para 616 passageiros, distribuídos em cinco carros com passagem livre entre eles.

Os trens contam com ar-condicionado, iluminação em LED, câmeras de vigilância, sistema de combate a incêndio, comunicação audiovisual com mapa dinâmico e intercomunicador direto com o Centro de Controle Operacional (CCO).

Entre os diferenciais tecnológicos, destacam-se as baterias de tração, que permitem a movimentação do trem por até 8 km mesmo em caso de falta de energia.

Ligação com o aeroporto

A Linha 17-Ouro é o segundo monotrilho de São Paulo e vai conectar o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda, com integração também à Linha 5-Lilás na estação Campo Belo.

O novo ramal contará com 6,7 km de extensão operacional, além de capacidade para transportar 90 mil passageiros todos os dias. Ao todo, serão 8 novas estações: Morumbi, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Aeroporto de Congonhas e Washington Luís.

A implantação da Linha 17-Ouro chegou à reta final e já ultrapassa 95% de conclusão das obras civis e os trabalhos concentrados no acabamento das oito estações para a abertura da linha em março deste ano.

Retomada em setembro de 2023, a obra da Linha 17 avançou de forma significativa e agora a instalação de placas de comunicação visual e sinalização, de equipamentos de acessibilidade e controle de acesso (catracas), além de paisagismo nas áreas externas são as atividades mais vistas no canteiro das estações que ocupam toda a Avenida Roberto Marinho, parte da Washington Luís e Marginal Pinheiros.

As estações Morumbi, Vereador José Diniz, Aeroporto de Congonhas e Campo Belo estão com 99%, 99%, 97% e 98% de avanço das obras, respectivamente. Todas essas e as demais quatro estações também já contam com escadas rolantes e elevadores.

Paralelamente à obra, há os trabalhos para a disponibilização dos trens, instalação e comissionamento (testes e obtenção dos certificados de segurança), que são feitos em para garantir o início da operação no primeiro trimestre. Ao todo, dez dos 14 trens da linha já chegaram ao Pátio Água Espraiada.

A conexão entre Congonhas e a linha Ouro será feita por um túnel de ligação direta sob a avenida Washington Luís, oferecendo mais praticidade e rapidez para milhares de passageiros que circulam diariamente pela região sul de São Paulo.

A linha também facilitará o acesso a regiões como Pinheiros, Santo Amaro, Moema, Osasco, além da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, fortalecendo também a mobilidade entre importantes polos geradores de empregos.
Quando pronta em seu trecho prioritário, do Aeroporto de Congonhas a Morumbi, a linha terá 6,7 km de extensão com oito estações, um pátio de manutenção, 14 trens e previsão de transportar quase 100 mil pessoas por dia.



Fonte: Jornal Zona Sul

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